Ep. 07- Triângulo de exposição: ISO

Ep. 07 Triângulo de exposição: ISO

O que é o ISO:

É o quanto de luz entrará na câmera. É como cortinas na janela, em que você pode criar camadas. O ideal é sempre usar o ISO o menor possível e cada câmera tem um mínimo específico…câmeras mais caras conseguem ter níveis menores.

Quanto maior o ISO, mais granulado será a imagem. Se fotos granuladas for o seu estilo, não há problema! No meu caso, geralmente ele é o último a ser escolhido.

Cuidado com o número do ISO

Não é porque há um número máximo do ISO na sua câmera que você tem que usá-lo.

ISO alto afeta a nitidez e cores da imagem (menos dinamismo). 

Por que eu escolhi a Nikon?

  • Nikon: mais sensibilidade à falta de luz, você recupera mais
  • Você consegue fotografar em baixa exposição e consegue recuperar melhor
  • Na fotografia pet artística, você muitas vezes tem que fotografar de forma subexposta
  • Normalmente, você usará mais o ISO do que na fotografia de humanos

E você? Se preocupa com o ISO ou usa qualquer um? 

Ep. 06 – Triângulo de exposição: Abertura

Triângulo de exposição: abertura

Dominar o triângulo de exposição vai ser fundamental para você melhorar a sua fotografia. E para não confundir muito vocês, vamos trabalhar os 3 elementos separadamente.

E o que é a abertura?

As lentes imitam o olho humano, ou seja, quando a luz entra na íris, ela abre e fecha a pupila. Quando está escuro, sua pupila abre e quando está claro, ela fecha.

Mas a abertura não controla apenas a quantidade de luz que entra na lente, ela controla algo muito importante, que é o campo de profundidade: o que estará focado ou desfocado.

Mas, como estamos falando em um triângulo, a decisão de abertura afeta também o ISO e Velocidade do obturador. 

Como funciona na prática?

  • abertura do diafragma: entrada de luz
  • quanto mais alto o f-stop, menor a abertura
  • vai afetar o desfocamento da foto e é o que vai te diferenciar no mercado
  • quanto menor o número, mais cara a lente

A abertura se reflete no valor da lente!

  • por isso, as lentes do kit são mais baratas
  • elas não te dão o mesmo campo de profundidade
  • além disso, elas são mais “escuras”
  • lentes mais claras te darão a chance de ter uma exposição adequada, mesmo em tempos nublados, em cães correndo sem ter que subir muito a exposição no Lightroom (o que aumenta o granulado na foto)
  • se for o seu estilo, tudo bem
  • não existe exposição perfeita, isso tudo é subjetivo
  • lembra do seu estilo? isso também se reflete na exposição

Quer saber mais? O nosso primeiro ebook está à venda!

 

Ep. 05 Por que usar sua câmera no modo manual

A fotografia é difícil, a fotografia pet então, nem se fala. Por isso eu digo e repito: fotógrafo de cães tem o dever de cobrar e de receber como um fotógrafo de newborn. É difícil pra caramba! O bicho não para e você tem que se virar nos 30 para conseguir uma foto com foco…eu sei.

Mesmo assim, fotografar bem é obrigatório e não deveria ser um diferencial. Sim, um fotógrafo não faz mais do que a obrigação de fotografar bem.

Mesmo assim, não é isso que vemos por aí. Infelizmente. Então, por que fotografar no modo manual?

Você vai ter mais liberdade

Você vai poder usar a câmera ao seu favor, usar a câmera para transmitir uma ideia.

Você vai conseguir ter uma foto perfeita desde a câmera

Isso é fundamental. O mundo do Photoshop é maravilhoso, eu sei, mas não é só de pós-produção que vive uma fotografia.

Você vai conseguir solidificar o seu estilo

Lembra dele? Sim! O danado do estilo também entra aqui!

Ep. 04 – Como definir seu cliente ideal

Definir o seu cliente ideal é fundamental para otimizar o seu tempo e ter relações mais verdadeiras com os seus clientes.

E como definir o meu cliente ideal?

  • Pense nos detalhes da sua persona
  • Qual o nome? Onde mora? Qual hobby? Qual renda? Qual profissão? Estado civil?
  • Quais são os valores? Necessidades? Qual a relação com o pet? Como eles enxergam o pet?
  • O que eles precisam ouvir para dizer “sim” a você? Não é enganar, mas entender
  • Procure entender o seu cliente antes de falar….entenda as objeções, medos, inseguranças….

Escreva

Jogue para o mundo quem é o seu cliente ideal. Publique no seu blog as dores, quais objeções a sua persona pode ter. Escreva também sobre quem NÃO é o seu cliente ideal…seja honesto!

Ok, eu defini o meu cliente ideal. E agora?

  • Você terá que frequentar os lugares que essas pessoas frequentam
  • Você precisa ter um estilo de vida compatível
  • Quer atender a Classe A? Lembre-se de ter um atendimento classe A e um estilo de vida Classe A. 
  • Será mesmo que você quer atender a Classe A? 
  • Como você quer conectar com uma persona que você não conhece? Não divide o mesmo estilo de vida?
  • Outra opção é você estudar este outro estilo de vida, mas será que você quer isso?

Ep. 03 Como encontrar o seu nicho na fotografia pet?

As pessoas costumam pensar que ser um fotógrafo generalista é a melhor opção, pois aí você não precisará recusar nenhum cliente. Na verdade, ser um fotógrafo generalista fará com que você não se destaque em nenhum segmento, pois não temos tempo de sermos realmente bons em todos eles.

Como descobrir em qual nicho você quer trabalhar?

Módulo 6 – Teoria da Cor

Visualize o seu sonho: o que você amaria fazer se você não tivesse nenhuma restrição? Você é melhor no quê?

Isso vai te dar uma ideia de qual nicho você gostaria de trabalhar.

Ué! Mas fotografia pet não é um nicho?

Sim, mas quanto mais específico você for, melhor. Isso fará com que você crie um Menor Mercado Viável. Com isso, você terá clientes mais fiéis e com visões de mundo parecidas com as suas.

Quando você tenta interagir com todos, você raramente agrada alguém. Se você é substituível, você é esquecido. A solução é o contrário do que as pessoas fazem: pegue o menor pedaço do mercado que conseguirá te sustentar.

Está no ar o Podcast da Spitz Fotografia Pet

Eu já estava há tempos com ideia de criar um podcast, mas sempre adiava esse plano por diversos motivos.

Dessa vez, eu percebi que precisava colocar a ideia em prática ou ela nunca iria sair do papel. Então eu fui lá, comprei um microfone e quando ele chegou não havia mais desculpas.

A verdade é que se eu fosse esperar o momento perfeito para lançar o podcast, isso nunca aconteceria, então eu resolvi lançá-lo de forma mais solitária mesmo, sem convidados por enquanto, mas com muita informação.

O primeiro episódio já está no ar e é sobre mim, a minha trajetória e quando eu decidi que fotografar cães era o que me fazia feliz.

Os episódios serão semanais e os temas serão variados, desde fotografia até dicas do universo canino e empreendedorismo feminino. A ideia é tentar trazer informações e dicas práticas para você melhorar a sua fotografia e conseguir se valorizar mais em um mercado cada vez mais competitivo e com profissionais sem qualificação.

Ah! E aproveite e clique em “Seguir” para receber os episódios em primeira mão!

Você tem uma sugestão de tema para os próximos episódios? É só escrever nos comentários.

Presets de Tons Verde p/ Lightroom Grátis

Eu decidi criar uns presets de tons verde para Lightroom depois de me dar conta de que precisava otimizar o meu fluxo de trabalho.

Trabalhar com cores na fotografia artística não é fácil. Qual cor combina com qual? E o pelo do cachorro? E os verdes, que quase sempre costumam ficar fluorescente?

Por isso, criei uns tons de verde para te ajudar nesse processo. Para baixá-los, é só assinar a nossa newsletter.

E veja este vídeo para aprender como usá-los da melhor forma.

Espero que gostem! 🙂

Live de Revisão de portfólio grátis, sexta, dia 23 de outubro às 19h!

Que tal nos encontrarmos no meu Instagram para um bate-papo? Vai funcionar da seguinte forma: você posta uma foto que você acha que tem potencial e não sabe como melhorar com a hashtag #spitzfotografiapet2310 e eu darei os meus pitacos. Ah! O nosso insta é esse daqui: https://www.instagram.com/spitzfotografiapet/

Quero muito ver as fotos de vocês lá. Pode deixar que eu prezo muito pela gentileza e nunca faria nenhum comentário grosseiro. Eu tenho pavor dessa nova geração de “coaches” que gritam, humilham e diminuem como forma de defender um ponto de vista e depois dizem “eu sou sincero mesmo, é o meu jeito”. Gentileza nunca é demais.

Então, essa é uma ótima oportunidade!

Quem pode participar:⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
✅ fotógrafos profissionais de qualquer segmento⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
✅ fotógrafos amadores⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
✅ aspirantes a fotógrafos, mas que tenham uma noção básica de Lightroom e Photoshop⠀

Espero vocês lá!

Parceria em troca de exposição?

Essa manhã eu me deparei com uma proposta muito curiosa: por meio de uma conta de uma cachorrinha, sua tutora entrou em contato sugerindo uma “parceria”. Ela queria que eu fosse fotografar o aniversário da cachorra em “troca” de recomendações e exposição.

Hoje, o mundo do Instagram está cada vez mais cheios de “parcerias”

Eu confesso que acho bem estranho o fato de pessoas já abrirem o seu Instagram pessoal (ou pet) com um propósito comercial. E aí começa a busca por parcerias, tornando o seu perfil praticamente um outdoor ambulante. Não estou dizendo que é o caso dessa pessoa em questão (se é intencional ou não), mas é o de muitas outras.

Cães devem ser cães

E é claro que essa moda de influencers chegou nos perfis de cachorros, né? E o que temos visto por aí? Cães cada vez mais humanizados, com tutores que postam e acham engraçado os seus cães destruírem a casa (e não percebem que isso pode ser uma indicação séria de problemas como ansiedade de separação ou mesmo falta de atividades), looks do dia, etc.

Que tal influenciar as outras pessoas de um jeito mais produtivo?

Alfie: um cãozinho super popular nas redes sociais, fofo e adestrado, mas que pagou como cliente

Não me levem a mal, mas eu não acredito em nada disso. “Dog influencers”, como o nome já diz, influenciam e ditam moda no comportamento das outras pessoas. Então, por que em vez de compartilhar “looks do dia”, não compartilhar um treino novo que você ensinou ao seu cão ou até mesmo um truque novo? Adestramento é uma das coisas mais fundamentais para um cão e o seu convívio em sociedade, mas quase nada se fala sobre isso nas redes sociais.

Fotografia: exploração da paixão

Foi conduzido um estudo da Duke University sobre a “exploração da paixão” em algumas profissões. Este estudo diz que quanto mais uma profissão se aproxima do amor, mais as outras pessoas acham que tudo bem você ser mal pago.

A lógica do pensamento, que na verdade é inconsciente, é de que já que você faz o que ama e se diverte, não tem nenhum pecado ganhar pouco ou até nada, afinal, você vai se divertir, né? Será mesmo?

Você paga as suas contas com exposição? Pois é, eu também não

Propor que uma pessoa trabalhe de graça para você em troca de “exposição” não é justo e é desrespeitoso com o fotógrafo (ou qualquer outro profissional, ainda que este esteja procurando fazer marketing social). Diferentemente de uma marca grande ou um comércio, os pequenos empresários ou profissionais liberais têm pouca margem para destinar a ações como estas. No caso do fotógrafo, que é o que tenho mais conhecimento, o buraco é bem mais embaixo.

Sessão de fotos feita em parceria com a Dog World, escola de agility onde eu pratico o esporte. É assim que eu acredito que os cães devem ser retratados: qualidade de vida para o cão é enriquecimento ambiental e atividade física!

Quando você propõe a um fotógrafo cobrir um evento do seu pet de graça, ele estará gastando a sua hora com você, degradando o seu equipamento, deixando de atender outros clientes (o que significa que na verdade estará perdendo dinheiro) na esperança de ter futuramente algum cliente vindo daquele evento ou que o conheceu através dele. Além disso, é desconsiderado todo o processo de edição, que no meu caso na fotografia fine art é infinitamente mais extenso do que a própria sessão de fotos.

E, pra ser sincera, não existe fotografia fine art de festa de cachorro, né nom?

Fotos de eventos estão mais ligados ao jornalismo: você tira fotos para eternizar os momentos, como faria de um celular, mas sem o status de ter um fotógrafo só para você. Não é uma fotografia super elaborada, com várias horas de edição e um olhar artístico.

Sugerir que eu cubra um evento sem receber nada em troca, além de não ser viável, chega a ser desrespeitoso e não é a minha praia. Depois de gastar muito dinheiro com equipamento, alguns cursos no exterior e diversos outros cursos online em dólar e euro, não existe parceria desse tipo que seja vantajosa para mim.

Foto que eu tirei de um cão que está para a adoção na Dog World

Eu trato parcerias da mesma forma com que trato meus trabalhos voluntários: prefiro ajudar quem realmente precisa ser ajudado ou quem o propósito de vida se encaixa com a minha visão de mundo.

Esse ano, como já havia falado, vou fazer o que realmente acredito e cobrar o valor que eu realmente mereço, mesmo que isso signifique que eu tenha que ganhar menos dinheiro. Eu continuo sendo doutora em literatura pela USP e consigo trabalhos na minha antiga profissão para pagar as minhas contas.

Não me levem a mal, mas eu também preciso ganhar dinheiro exercendo esta atividade que eu escolhi, assim como seria com qualquer outro profissional.

Cães que fotografei de graça para meu projeto de histórias, de como os cães mudam a vida das pessoas

Eu já trabalhei e continuo trabalhando muito de graça. De verdade, já passei meses e meses sem ter um dia de folga, trabalhando de graça. No entanto, chegou a hora de parar. Agora eu já estou em um momento que a minha fotografia já diz por si só e está na hora de ganhar dinheiro que, afinal, é o que todos nós queremos, né? E, se for para trabalhar de graça, que seja por uma causa que eu acredite, que realmente seja nobre.

Teve um caso bem curioso de um hotel que “baniu” influencers de se hospedarem em troca de parcerias. Se você sabe inglês, vale a pena ler esse artigo.

E que tipos de parceria que você aceita?

Primeiramente, quando eu quis fazer parceria, eu entrei em contato com a pessoa, estudei a sua empresa e mostrei a essa pessoa o porquê isso seria benéfico para os dois. Ah, e o principal, eu não mandei uma mensagem “copiar e colar” para todas as empresas que conheço: eu me dei o trabalho de procurar pelo menos o nome da pessoa.

Parceria feita com Rapha Aleixo, um adestrador super competente e com visões de mundo parecidas com as minhas

Se for para fazer um trabalho voluntário, eu farei para ONGs com cães para adoção ou então projetos em que eu acredite; que mostrem a importância dos cães, seja mudando a vida de pessoas ou dos cães de trabalho, seja de assistência a deficientes ou até mesmo adestradores (eles têm que obrigatoriamente usar o adestramento positivo). De qualquer forma, eu tenho que acreditar na pessoa que está do outro lado e admirá-la.

Cães com Instagram ou não são iguais para mim

Ou seja, se o seu cão tem ou não tem Instagram, ele será tratado de maneira igual por mim. No meu mundo, ninguém vale mais ou menos porque tem não sei quantos seguidores. Nossos cães são os melhores do mundo, independentemente de quantos seguidores eles tenham e é isso o que importa. Meu trabalho será feito com o mesmo carinho, com a mesma quantidade de horas e terá o mesmo custo para mim.

Eu também sou uma influenciadora digital

Cães sendo cães: é assim que quero retratá-los

E justamente por isso eu quero divulgar e perpetuar os cães como família, mas especialmente como seres que precisam de muito mais que roupas e comida. Eles devem e merecem ter atividades, enriquecimento ambiental e fazer algum esporte ou atividade física.

E é assim que eu quero mostrar os cães: como seres muito especiais, capazes de mudar a vida dos seus tutores, assim como o meu mudou a minha, mas de uma forma mais natural possível.